terça-feira, 29 de novembro de 2011

terça-feira, 15 de novembro de 2011

RICARDO CARVALHO RECEBE TÍTULO DE ACADÊMICO HONORIS CAUSA DA ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DE GRAVATÁ


Ricardo de Carvalho nasceu em Gravatá no dia 02 de setembro de 1933, na rua Pe. Joaquim Cavalcanti nº 79; o caçula dos 12 filhos de João Paulino de Carvalho e de Severina Fernandina de Carvalho. É casado com Maria Célia Soares de Carvalho e tem três filhas: Jaqueline, Leila e Luciana.
Teve em sua infância uma convivência intensa com seus pais, o que o fez descobrir os valores familiares e religiosos nas relações diárias de pais e filhos, e de irmãos de diferentes idades.
Estudou no Grupo Escolar Capitão José Primo, Cleto Campelo e fez parte da primeira turma da Escola Devaldo Borges onde concluiu o ensino fundamental.
Desde criança fazia anotações sobre o que via e ouvia. Especialmente as relacionadas com as festas de carnaval, ciclo junino, natalinas, de final de ano e as de Reis. Tais anotações passaram a ser um registro dos acontecimentos do cotidiano gravataense, das datas festivas e comemorativas. Os registros criaram vida nova, se fortaleceram nos textos que editava e publicava em jornais e nas transmissões do rádio.
Ainda adolescente se tornou correspondente de jornais do Recife, o que foi a rampa de lançamento para a sua vida de jornalismo. Gostava de descrever o que via, o que ouvia, e até o que cheirava. Escrever passou a ser sua paixão. Começou a publicar suas crônicas aos 18 anos de idade. Tudo o que escrevia vinha da curiosidade, do bisbilhotar consentido, do olhar no olho, das boas idéias, do conhecer o cotidiano de alguns personagens da cidade.
Em encontros com os amigos, a finalidade era incentivar os literatos da cidade e apresentar um ao outro seus trabalhos.
Militante de jornalismo há quarenta e seis anos, Ricardo Carvalho diz que “alcançou todas as metas possíveis e imaginárias”, e que conseguiu reunir mais de
duas mil matérias escritas. Dentre as inúmeras homenagens que recebeu na vida, ele destaca uma especial, de 1983, quando recebeu o reconhecimento da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, por ter feito e publicado uma entrevista no Jornal de Gravatá a respeito de deficiências visuais.
Foi correspondente do Diário de Pernambuco e do Jornal do Commercio e colaborador de inúmeras publicações regionais como os jornais Vanguarda de Caruaru, Tribuna Gravataense, Momento Morenense, Timbaúba Jornal, Jornal de Bom Conselho, Jornal da Cidade, Jornal de Gravatá, Jornal Correio de Gravatá, A Voz de Pernambuco, Gazeta do Agreste, Folha do Agreste, Jornal de Surubim, Revista Total e Revista Portal do Interior, dentre outras.
Nas últimas quatro décadas e meia realizou coberturas jornalísticas de fatos importantes, entrevistou personalidades, fez matérias com figuras pitorescas, publicações de livros e revistas. Participou de atividades jornalísticas em Cuba, país que visitou para tratamento de Saúde. Tem trabalhos registrados na Biblioteca de Nova York, em Portugal e na Espanha.
Ricardo de Carvalho diz que seu “bem escrever” é algo de dentro pra fora, mas dois talentos são imprescindíveis a ele: a curiosidade e o talento pra contar.
Apesar de vir enfrentando nos últimos anos sérios problemas de visão, nunca deixou de trabalhar como jornalista, de escrever e gravar entrevistas e trabalhos, de produzir documentários importantes e de reunir acervos que marcaram o cotidiano nas últimas décadas da sua querida Gravatá.
Em 2011, no dia 05 de novembro, recebeu em sessão solene, Título de Acadêmico Honoris Causa, concedido pela Academia de Letras e Artes de Gravatá, tendo como Presidente o Acadêmico Josias Teles.
Na ocasião, o homenageado agradeceu a honraria, dizendo que estava emocionado e ao mesmo tempo feliz por ter sido escolhido.
Compondo a mesa diretora dos trabalhos, estavam o Presidente Josias Teles, o Vice-Presidente Geraldo Ferraz Torres, Dr. Adeildo Nunes – Fundador da Academia de Letras e Artes de Gravatá, Dr. Vital Medeiros – Representante da Associação dos Engenheiros em Gravatá e Dr. Luiz Alberto – Empresário que presenteou a festa com uma Orquestra de Câmara composta por um grupo de jovens da cidade de Jaboatão e criada por ele para incentivar a juventude a se interessar pela boa música.
Estavam presentes os Acadêmicos Dr. Arnaldo Lucena, Dr. Gilson, Florivaldo Pereira, Artista João Gabu, Empresária Zilda Queiroga da Fonte, Dra. Irene Tinoco, Radialista Terezinha Carvalho, José Agostinho dos Santos e Professora Maria Célia Soares de Carvalho.
Também familiares dos Acadêmicos e alguns convidados para participar do evento onde também comemorava-se o aniversário de fundação da referida Academia. Entre os convidados podemos citar: Maria da Paz – Presidente do Círculo Operário, o Professor Ismael Carvalho e sua esposa Eliane, as Professoras Dilsa Farias, Maria José Pereira, Edite Gomes e Lídia Gomes Pereira e outras ilustres pessoas.
Na Área da Imprensa Gravataense, estiveram presentes os jornalistas Claudio Castanha, Lira, Fernando Barreto Lira e Valéria de Fátima, que fizeram a cobertura com fotografias para seu trabalho de imprensa – jornais e blogs.
Representando a Câmara de Vereadores, os Vereadores Pedro Martiniano e José Agostinho dos Santos.

Matéria de Valéria de Fátima.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

OS CINCO ANINHOS DE PEDRO HENRIQUE

Noêmia Bezerra Maia




Pedro Henrique nasceu no dia onze de agosto e louvores
A Jesus e a Maria, ao completar felizes anos seus cinco aninhos,
Repletos de intensa alegria, comemorando com luzes e flores
Seus pais Vladimir e Luciana, confiam em Deus, os seus caminhos.


À querida Noêmia, que tem o nome de sua bisavó, que nos dias sem esplendores
Escolheu as centelhas da Fé em sua vida, retirando das rosas os espinhos.
Thiago Henrique e Maria Eduarda dormem no bercinho de várias cores.
Preferindo os braços dos avós e tios que lhes oferecem mil carinhos.


Pedro Henrique brincando entre as crianças, sempre lembra Jesus.
Nas regiões da Palestina que tivemos a felicidade de percorrer, abraçando
Os pequeninos que colhiam lírios dos campos, seguindo-o até a Cruz.


Querido Pedro Henrique, guarde no seu coraçãozinho o desejo de conhecer
Os ensinamentos de Jesus, de Paz e Amor, sejam estrelas guiando
Os seus lindos caminhos. E seu belo sorriso seja nossa alegria de viver.



Recife, 11 de agosto de 2011.

sábado, 20 de agosto de 2011

Professora Sunamita promoveu palestra com o Dr. Daniel Munduruku autor de 43 livros. Ele foi homenageado pela Academia de Letras e Artes de Gravatá.

Foi um evento inesquecível e contou com a presença de figuras ilustres da sociedade gravataense como as professoras Sunamita Oliveira, Dilsa farias, Roseane Teles, Edite Gomes, Sandra Moares, representando a secretaria de Educação, Ana Alice da escola Pequeno Príncipe, do professor Lamartine Filho, do ambientalista Mário Alves do IESA, do Dr. José Lira do Lirex, além de vários acadêmicos entre os quais destacamos: Josias Teles, Tomaz de Aquino, Terezinha Carvalho, João Gabu, Gibson Fontes, Vilma Monteiro, Célia Soares e José Agostinho.

O presidente da Academia de letras e Artes de Gravatá – Josias Teles destacou a importância do evento para a ALAG e foi seguido do Dr. Lamartine, médico, escritor e membro da Academia de Letras de Salvador, filho do saudoso acadêmico Lamartine de Andrade Lima, fez a saudação oficial ao homenageado destacando traços da cultura indígena, da história do Brasil e das qualidades do peofessor Daniel Munduruku. Continuando a professora Sunamita Oliveira destacou a sua paixão pela temática dos povos primitivos brasileiros afirmando ser sua preocupação maior o interesse em fazer com que as pessoas se aproximem da cultura indígena, descobrindo as similitudes com a nossa e descobrindo uma forma de quebrar preconceitos e paradigmas.

Com poucas palavras, mas de forma emocionante o professor Daniel Munduruku agradeceu a homenagem e dedicou-a aos seus ancestrais, seus pais, seus avós e aos povos indígenas. Afirmou que a sua missão como estudioso, pesquisador, historiador está muito mais ligada a necessidade de promover o resgate da importância desses povos nativos do Brasil, como um instrumento lapidado pelos antigos mestres, para ajudar na conscientização, para produzir e mostrar o pensamento indígena. Disse que o mérito não era dele, que não queria ser o dono do conhecimento e que era fruto da luta dos antepassados e por isso oferecia a eles, aos espíritos das florestas, aos animais e as plantas nossos parentes, porque são eles os responsáveis por tudo isso e apontou para seus livros.

Mostrou que sente orgulho de ser o representante de um dos 250 povos indígenas do Brasil, que já foram cinco milhões e hoje não passam de 750 mil, num verdadeiro extermínio em pouco mais de 500 anos. Alertou para a necessidade de se entender que a cultura indígena, a história desses povos é algo muito maior e não cabe dentro de um conceito denominado de “índio” e muitas vezes utilizado de forma pejorativa e preconceituosa, desconhecendo os elementos históricos e a riqueza do processo histórico, não dando o devido tratamento e sem olhar a diversidade de cada grupo étnico, de cada povo indígena brasileiro, considerando e respeitando as diferenças existentes de um povo para outro, preservando as suas identidades.

O professor recebeu a réplica do brasão da ALAG